Diante do abandono por parte das Representações do Direito Humanos, para com os Policiais Militares. Aprasc lança campanha Irmãos de Farda.

Fonte: Aprasc

Diante da ausência de políticas públicas federal e estadual para proteger os profissionais da segurança, a Associação de Praças de Santa Catarina (Aprasc) lança a campanha em defesa dos policiais e bombeiros militares. A ideia é que os policiais militares reforcem as rondas próximas às residências de agentes de segurança pública - policiais civis e militares, bombeiros, agentes prisionais e guardas municipais. 

A campanha vai distribuir a mensagem de que os servidores da segurança pública também são vítimas da violência e convocar à ação. "Você já fez rondas na rua de um companheiro hoje?", questiona a campanha, que será realizada, em uma primeira etapa, através de cartazes e redes sociais. "Essa mobilização, além de buscar resolver uma necessidade imediata da categoria, é também uma cobrança aos governos federal e estadual. 

Além da campanha interna, para reforçar o sentimento de proteção entre os policiais e bombeiros militares, servidores do IGP e agentes prisionais, a Aprasc e Anaspra buscarão junto à autoridades estaduais e federais, meios legais que protejam a categoria e suas famílias. Também entraremos em contato com instituições públicas, privadas e ONGs que defendem os direitos humanos para mostrar a realidade dos policiais e bombeiros militares, e buscar ações conjuntas", esclarece o soldado Elisandro Lotin de Souza, presidente da Aprasc e da Associação Nacional de Praças (Anaspra), que também apoia a iniciativa. 

 Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, elaborado por um fórum de especialistas ligados à área, mostram que 490 policiais militares tiveram mortes violentas em 2013 no Brasil. Foram 369 policiais mortos fora de serviço e 121 policiais mortos em serviço. Ou seja, são assassinados cerca de três vezes mais fora de serviço do que em confronto direto. É um número cerca de cinco vezes maior ao apurado nos Estados Unidos, em 2013, país no qual 96 policiais foram mortos em serviço.

 O Brasil é um dos poucos países do mundo que diferencia em suas estatísticas policiais mortos em serviço e fora de serviço. Segundo o Anuário, entre as explicações está o fato de que, em outros países, raramente policiais são vitimados quando não estão trabalhando e também pelo fato de policiais não terem que fazer “bicos”. "O policial que perde a vida fora de serviço o faz em decorrência da sua profissão, afinal, o policial é um agente do Estado 24 horas por dia", aponta o estudo.

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