Os apps 'fantasmas' em que adolescentes escondem fotos sexuais

Há algumas semanas, na escola secundária de Canon City, no Estado americano do Colorado, foi revelado um escândalo de "sexting" - o envio de mensagens e imagens explícitas pelo celular – que surpreendeu pais de alunos e professores.
Pelo menos cem alunos, alguns de apenas 12 anos de idade, estavam compartilhando centenas de fotografias nas quais apareciam nus.
Estas imagens íntimas, feitas pelos próprios adolescentes e enviadas a amigos, estavam armazenadas em chamados "aplicativos fantasmas"; os adultos demoraram meses para perceber o que estava ocorrendo.
Os "apps fantasmas" tem a aparência de aplicativos normais, como um aplicativo de música ou uma calculadora.
Mas, ao digitar uma senha, o usuário ganha acesso a pastas secretas nas quais pode armazenar fotografias e vídeos.
Segundo especialistas, estes apps ganharam popularidade nos últimos anos entre os adolescentes. Eles usam os apps para que seus pais não tenham acesso a conteúdos como imagens explícitas.

Calculadoras

Os 'apps fantasma' têm a aparência de aplicativos normais, como uma calculadora (Foto: Apple Store)
Os "apps fantasma" existem no mercado há menos de três anos e muitos deles são gratuitos.
Entre os mais populares estão Secret Calculator Folder Free e Calculator%, que têm a aparência de e até funcionam como uma calculadora.
Com a senha, estes aplicativos abrem os arquivos secretos. Existem alguns apps que até colocam arquivos secretos dentro de outros arquivos secretos, para dificultar ainda mais o acesso.
"Estes apps são o que chamamos de cavalos de troia, porque aparentam ser algo que não são", disse Steven Beaty, especialista em segurança e professor de computação na Universidade Metropolitana de Denver, no Colorado.
Beaty disse à BBC Mundo que "é muito difícil diferenciar estes apps de aplicativos normais".
"Os pais deveriam se concentrar nos aplicativos que os telefones normalmente já têm incluídos, como calculadoras, e procurar aqueles que estão duplicados nos telefones de seus filhos", recomendou.
"Os aplicativos redundantes são os mais suspeitos", acrescentou.
Fonte: BBC
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